
A Guiné-Bissau duplicou o volume de exportações para a Europa, passando de 3,3 milhões em 2014 para 6,6 milhões em 2016, mas o saldo é negativo devido aos 126 milhões de euros em importações, noticia hoje a Lusa.
De acordo com os dados disponibilizados à Lusa pelo instituto oficial de estatísticas na União Europeia, o Eurostat, nas vésperas da cimeira entre a União Europeia e a União Africana, a decorrer de 29 a 30 de Novembro na Côte d’Ivoire.
A Eurostat sublinha que as importações de produtos europeus desceram de 160 milhões de euros, em 2015, para 117 milhões no ano seguinte, mas voltaram a subir para 126,8 milhões no ano passado.
As exportações para o continente europeu, no entanto, são bastante menores, apesar de terem duplicado entre 2014 e 2016 desceram de 3,3 milhões em 2014 para 2 milhões em 2015 mas subiram para 6,6 milhões no ano passado.
Assim, o saldo das trocas comerciais entre a Guiné-Bissau e os 28 países da União Europeia permanece negativo, tendo evoluído de 156,6 milhões em 2014 para 115 milhões em 2015 e 120,2 milhões no ano passado.
A incerteza política, a continuidade das reformas e o ambiente político são os maiores obstáculos ao crescimento da economia da Guiné-Bissau, que deverá ver a sua riqueza crescer 4,8% neste ano e 5% no próximo ano.
Os analistas do Banco Africano para o Desenvolvimento, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e das Nações Unidas no relatório sobre as Perspectivas Económicas Africanas, dizem que, as situações económicas e sociais continuam frágeis porque dependem fortemente do sector do caju, da continuidade das reformas lançadas e do ambiente político.
O documento, divulgado em Maio em Ahmedabad, na Índia, antecipa um crescimento do PIB na ordem dos 5% para este e o próximo ano, essencialmente devido à produção agrícola, o que é positivo porque foi alcançado num ambiente de incerteza política.
O quadro é ainda negativo porque mostra a dependência do país de factores que não controla na totalidade.
In lusa