
A empresária guineense no domínio de imobiliário, Karina Tavares, apelou aos guineenses e às autoridades nacionais a se mobilizarem esforço para o resgate dos conterrâneos que se encontram na Líbia no Centro de ajuda e nos campos de traficantes. Segundo Karina, os contatos encetados com as autoridades guineenses para o envio de avião fracassaram de forma “humilhante”.
Karina Tavares disse que não se deslocou à Líbia para iniciar o processo como protagonista principal. Diz estar na Líbia no quadro da sua vida empresarial privada com um grupo de amigos nigerianos para desenvolver seus negócios. Contudo, sublinha que se envolveu no processo de tentativa de retorno dos guineenses ao seu país de origem, quando soube de um guineense na Líbia, que havia outros guineenses no Centro de Ajuda e nos Campos de Traficantes a espera de resgate e repatriação.
Segundo avançou a O Democrata, o número dos guineenses já identificados estima-se em 66 (sessenta e seis) a deriva com a situação de escravatura, decorrente da crise sócio-política naquele país africano que se agudiçou com a morte de Muammar Al-Gaddafi, em 2011. Deste número, conta que 44 (homens, mulheres e crianças) têm documentos oficiais da Guiné-Bissau, e os restantes são portadores de peça de identificação senegalesa e gambiana.
Aparentemente revoltada com as autoridades do país, Tavares sublinha que decidiu envolver-se no assunto, porque julgou que pudesse, com o engajamento do Estado guineense, fazer algo e ajudar os conterrâneos a se retornarem livremente e salvos à Guiné-Bissau.
Na mesma entrevista concedida ao O Democrata, a jovem empresária radicada em Dakar (Senegal) revelou que tinha conseguido toda a documentação ligada ao resgate dos guineenses, através dos contatos que efetuou internamente com os amigos nigerianos na Líbia.
“Eu disse aos meus amigos que, francamente, estava com muita vontade, desde que estivessem dispostos em me ajudar com os documentos, de resgatar os meus conterrâneos, e que o Governo do meu país deveria estar a diligenciar-se para mandar avião para transportar meus conterrâneos da Líbia para Bissau. Mas em nada resultou!”, explica, informando, contudo, que, apesar de contatos telefónicos estabelecidos com o Presidente da República, Ministro da Defesa, as embaixadas da Guiné-Bissau em Dakar e Argélia, incluindo o próprio filho do Presidente José Mário Vaz, Erson Vaz, não houve reação alguma, pelo menos até ao momento da entrevista não teve nenhuma resposta.
Nega, contudo, ter informações de que, através de uma nota, Governo teria informado que estavam em curso diligências para o resgate dos guineenses retidos na Líbia no Centro de ajuda e nos campos dos traficantes.
“Depois dos contatos fracassarem informei alguns conterrâneos na Líbia que me retiraria da inciativa e prosseguir o meu negócio, porque o executivo guineense não está interessado no seu resgate. Mas essa decisão caiu como uma bomba, alguns até não registiram, choraram”, explica.
Empresária Karina desmente as informações em como teria prometido 2 000 000 (dois milhões) de francos CFA a cada guineense em situação de escravatura na Líbia para retomarem a sua vida depois de regressarem à Guiné-Bissau. Neste sentido, esclarece que o disse na sua página na rede social foi que o montante seria dado ou mobilizado pelos amigos que se sentiram contentes com a sua inciativa e que o dinheiro seria depositado em uma conta no Ecobank.
“A entrega seria logo no Aeroporto, pelo Presidente da República”, acrescenta Karina Tavares.
Finalmente, apela às autoridades, aos guineenses e às autoridades do país a redobrarem esforços, lançando apelos nas redes sociais, por telefone ou por qualquer outro meio que possa facilitar comunicação e contatos para o resgate e repatriamento dos guineenses na Líbia.
Por: Filomeno Sambú ∕ Assana Sambú
Será que Guiné Bissau é uma nação qui pena há jomav não é assim onde esta o povo guinensi irmãos está castigado na Líbia não vale pena qui nos vota qual é a importância da democracia
Obrigado Carina não desita, continui com o seu espírito de patriotismo e de guineendade. Faça aquilo que podesse para o seu pais, faz parte da fé. Num bom sentido. Porém, não sou ninguem para te classificar como heroina! Mas, sou um simples guineensse para te agredesser.
É urgente acabar com esta abominação feita às escâncaras, sem que ninguém reaja, é necessário forçar todos os governos africanos e não só, alertar e envergonhar a ONU e todas as organizações estatais que não está a respeitar as funções e a finalidade para que foram criadas!
Eu espero que pessoas entende palavras de empresária Karina, só falatórias filosofar, espero cidadãos pensa e reflectem este caso! é pena qdo um povo sofre sem mão de ajuda dizem que tem avião privado parado no aeroporto!! ke tristeza de mentira! espero pessoal mudem comportamento porque já é demais nha povo ainda toka palmo estes grupos de otarios/as!