
O líder de Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nuno Gomes Nabian, revelou que a formação política que dirige pondera avançar com um pedido de nulidade do processo do recenseamento eleitoral, porque “o processo não é credivel”. Nabiam falava aos jornalistas depois da marcha pacífica que terminou com um comício a frente do Palácio do Governo.
A iniciativa da realização da marcha juntou 22 formações políticas legalmente constituídas mais o movimento político de deputado Botche Candé, nomeadamente: o Grupo de 18 Partidos Políticos, PRS, MADEM-G 15, APU-PDGB e UPG.
“Nós solicitamos ajuda ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. Projetou-se encomendar 400 kits para fazer o recenseamento e que devíamos esperar. Agora, os cartões que estão a ser emitidos não têm fiabilidade nenhuma por isso ninguém confia neste processo”, disse Nuno Gomes Nabiam.
Interrogado sobre quando avançariam com o pedido de nulidade do processo, explicou que o coletivo do qual faz parte já constituiu um advogado encarregue de trabalhar o caso, tendo sublinhado que em primeiro lugar iriam apresentar uma petição a nível do governo e dos tribunais para reverem a situação.
“Não podemos ir para as eleições com os cartões que qualquer um consegue fabricar! E como sabem, não há sequência na atribuição de números dos eleitores. O computador dá o número, por exemplo, o número 01 e depois salta e dá o número 20. Portanto, este espaço livre que existe como será preenchido? Não estamos a pedir muita coisa, queremos que o processo seja bem organizado. Quem ganhar que ganhe, é a democracia”, observou.
Por: Assana Sambú
Foto: Marcelo Na Ritche