MINISTRO DA EDUCAÇÃO AFIRMA QUE EXTENSÃO DO ANO LETIVO É CONSENSUAL

O ministro da Educação Nacional e Ensino Superior, Dautarin Monteiro Costa, afirmou que a extensão das aulas nas escolas publicas  afetadas pelas paralisações é consensual. Ou seja, o plano de recuperação das aulas proposto pelo governo para o efeito foi assumido e aceite “quase pela totalidade das entidades do ministério e dos seus parceiros”, bem como pelas organizações estudantis do país. O ministro duvida que haja resistências neste sentido, exceto o movimento “carta XXI”, que tem sido intransigente quanto ao alargamento das aulas nas escolas públicas.

Em conferência de imprensa esta quinta-feira, 08 de agosto de 2019, o ministro da Educação Nacional disse que a nulidade do ano letivo teria “uma implicação humana muito grave”, que afetaria de alguma maneira os investimentos dos pais, o fator económico.  

Na visão de Dautarin Monteiro Costa, seria desastroso inviabilizar a possibilidade dos seus filhos concluírem o ano letivo 20182019.
O ano letivo interrompido na sequência das sucessivas greves decretadas pelos sindicatos do setor, segundo o novo plano do governo, centrar-se-á apenas nas aprendizagens dos conteúdos essenciais e decorrerá entre a primeira quinzena de setembro e dezembro de 2019. E será restringido a 29 % dos alunos afetados pelas greves. Os restante 71% terão o seu percurso escolar normal.

“A anulação do ano implicaria custos aproximados a cerca de três biliões de francos CFA, isto sem contar com o investimento das famílias”, reforçou.  

Dautarin Monteiro Costa diz acreditar que esses dados vão permitir ao governo criar alternativas para cobrir as trezentas e dez (escolas) afetadas. Também acredita que, a médio prazo, é possível cumprir com as exigências da juventude que reclama 20% do bolo orçamental para o setor da educação. Mas é um assunto que ele próprio disse aos jornalistas que gostaria de abordar mais amplamente em outras ocasiões, não nessa do plano de recuperação das aulas. 

Revelou, no entanto, que no programa de emergência do governo, há um plano e medidas definidos para a estabilização do sistema do ensino guineense, nomeadamente pela  garantia da estabilidade e funcionalidade do sistema, aumento e diversificacão da oferta educativa, garantia da equidade e qualidade do sistema. 

O governante referiu igualmente que, para além da recuperação das aprendizagens dos alunos afetados pelas greves, o governo perspectiva uma intervenção urgente no concernente à nomeação dos diretores das escolas e dos diretores regionais, que poderá passar a ser mediante concurso público para dignificar o posto do diretor.

Para Dautarin Monteiro Costa, a implementação efetiva do estatuto da careira docente não porá em causa a execução do plano de recuperação das aulas nas escolas públicas proposto pelo governo, tanto para os seus parceiros como para as entidades ligadas ao setor.  Contudo, admite que a sua aplicação será por etapas, uma vez assumida pelo executivo.

Por: Filomeno Sambú

Foto: F.S

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