DOMINGOS SIMÕES PEREIRA ELEITO NAS PRIMÁRIAS DO PAIGC COMO CANDIDATO ÀS PRESIDENCIAIS

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi eleito na noite desta sexta-feira, 23 de agosto de 2019, nas primárias do partido com 242 votos a favor, contra 65 do seu adversário, primeiro vice-presidente do mesmo partido, Cipriano Cassamá. Serifo Nhamadjo conseguiu 03 votos, Mário Lopes da Rosa obteve apenas 02 votos e Francisco Benante zero votos  no universo de 312 membros presentes no ato da votação.

A única candidata na corrida, Cadi Seide, desistiu a favor do Domingos Simões Pereira. As primárias decorreram na sede principal desta formação política, em Bissau, num ambiente de paz e tranquilidade sem pressão e nem discussão a volta dos candidatos.

Depois da divulgação dos resultados pela comissão organizadora, o vencedor, Domingos Simões Pereira, afirmou que como candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde é futuro Presidente da República da Guiné-Bissau.

Neste sentido,  alerta aos militantes que a efetivação da sua eleição  nas presidenciais de 24 de novembro,  como candidato do PAIGC, dependerá apenas dos seus militantes, porque, segundo disse,  o povo guineense e a comunidade parceira estão prontos e preparados para eleições.

O líder  do PAIGC informou neste particular que o Estado e a sociedade guineense estão estruturalmente doente, sendo assim precisam da cura que passa pelo Presidente da República ser primeiro a sacrificar-se na alteração do quadro de remunerações e benefícios colocados em determinados postos, aceitando assim uma tabela salarial única.

“Portanto chegou momento dos guineenses verem a Guiné-Bissau como um país de oportunidade, sobretudo a camada juvenil”, reforçou.

“O nosso desafio não irá limitar-se apenas em acompanhar os órgãos da soberania a nível interno, mas também temos um grande trabalho a fazer a nível internacional. Assim, é fundamental ganhar as eleições presidenciais de novembro para acabar com a imagem dos guineenses a ajoelharem-se com as mãos estendidas a pedir. Temos que ariscar de uma vez para sempre, porque a Guiné-Bissau não é terra de mendigos, mas sim é um país feito pelos homens de honra”, garantiu.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A         

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *