
O Coordenador da Plataforma “Nô Pensa Guiné”, uma nacional que congrega vinte e uma (21 ) organizações da sociedade civil, Upanhasso Naú Júnior, advertiu esta terça-feira, 27 de agosto de 2019, que o recrutamento de agentes policiais para Ministério do Interior não respeita às regras de ingresso na função pública guineense. A regra recomenda que o ingresso na administração seja feita por via de um concurso público. Segundo o ativista guineense, é necessário disciplinar o setor para “banir ingressos descontrolados”.
Upanhasso Naú Júnior falava à imprensa à saída de um encontro com o Ministro do Interior com quem diz ter abordado diferentes assuntos da vida social do país, nomeadamente: o recrutamento de agentes policiais, a criação de condições materiais e humanas para que os agentes de segurança possam estar à altura de cumprir com as suas obrigações, garantir a segurança dos cidadãos e evitar ou controlar a situação de assaltos à mão armada e agressões em plena luz do dia ou em horas tardias.
Ainda em reação ao assunto, Upanhasso Naú Júnior critica a forma como as pessoas ingressam na função pública na Guiné-Bissau e alerta por isso que nem todas as pessoas podem trabalhar como polícia. Por isso, aconselha que seja feita uma seleção rigorosa e recomenda que entre as pessoas a serem selecionadas que seja tida em consideração a capacidade, formação e instrução para tal, o que “não tem acontecido e a situação acaba por despoletar em assaltos à mão armada, ultrapassando assim a capacidade de intervenção das forças da Ordem Pública”.
O responsável da Plataforma “Nô Pensa Guiné” informou ainda que, durante o encontro com ministro do Interior, abordou a situação da entrada de estrangeiros no território guineense de forma descontrolada. Porém, congratulou-se com a decisão do governo em remover “Corda de Safim”, porque existe um conjunto de imperfeições e que justificativa essencial que levou a criação deste posto não estava ser observada. Na opinião do coordenador da plataforma, as autoridades de fiscalização estavam apenas a estrangular a movimentação e circulação dos cidadãos nacionais e os seus bens, roubando produtos do consumo a nacionais, enquanto estrangeiros entram de forma descontrolada.
“Também enquanto defensores dos direitos humanos, abordamos com o ministro a questão do direito de posse de terra, sobretudo o conflito entre as tabanca de Elia e Arame, ambos do setor de São Domingos, região de Cacheu. Ficamos bastante preocupados com esta questão que mexeu com vidas humanas, e entendemos que é urgente o governo acionar os mecanismos para estancar de uma vez para sempre essa situação”, aconselhou.
Por: Aguinaldo Ampa
Foto: A.A