
O ministro da Educação Nacional Guiné-Bissau e Ensino Superior, Ariceni Abdulai Jibrilo Baldé, anunciou que a Guiné-Bissau precisa de 280 milhões de dólares norte-americanos para investir durante e no pós a pandemia causada pelo novo Coronavírus (Covid-19) e garantir que o Plano de Contingência para o setor da Educação seja exequível.
O Plano de Contingência para o setor da Educação é um documento orientador, não só do Ministério da Educação Nacional como também do governo e o dinheiro a ser investido visa minimizar o impacto da pandemia e fazer face aos desafios que se impõem ao setor, indica um comunicado da assessoria do gabinete do ministro da Educação a que O Democrata teve acesso.
Segundo a mesma nota a que a redação do Jornal O Democrata teve acesso na terça-feira, 16 de junho de 2020, o instrumento será debatido em Conselho de Ministros na quinta-feira, 18 de junho de 2020, mas o ministro da Educação Nacional e Ensino Superior já iniciou contatos junto dos parceiros para assegurar o seu financiamento.
Sobre a execução do plano, Ariceni Abdulai Jibrilo Baldé reuniu-se ontem, 17 de junho, com o chefe do Departamento das Caritas dos Estados Unidos de América para a Guiné Bissau, Famari Barro, para acertar eventuais apoios dessa organização para o Setor da Educação e Formação, em particular ao programa de Cantina Escolar. Contudo, assinalou que o valor inicialmente previsto poderá ser superado devido aos estragos provocados, em dezenas de escolas a nível nacional, pelas fortes chuvas e ventos do dia 14 de junho.
O governante apelou, por isso, ao chefe do Departamento das Cáritas dos Estados Unidos de América para a Guiné Bissau a ajudar o país a mobilizar os fundos necessários para a efetivação do Plano, sobretudo no que tem a ver com a Alfabetização e Formação Profissional.
“O titular da pasta da Educação enalteceu o papel dos adultos, pais e encarregados de educação alfabetizados na performance das crianças do ensino básico”, lê-se na nota.
Em reação, diz o documento, Famari Barro disponibilizou-se em apoiar o setor da Educação guineense, o Plano de Contingência para o Setor Educativo, porque “não se pode falar do desenvolvimento da Guiné-Bissau ou da África, sem a formação de quadros”.
Por: Filomeno Sambú