
O ministro da Educação Nacional e Ensino superior, Ariceni Djibrilo Baldé, revelou esta terça-feira, 29 de setembro de 2020, que um dos objetivos do atual governo é construir uma educação de qualidade na Guiné-Bissau, onde todos tenham igualdade de oportunidades na construção do seu futuro.
Para além desse desafio, segundo o ministro Baldé,o executivo liderado por Nuno Gomes Nabian pretende ter um sistema educativo que não deixe ninguém para trás e que seja capaz de garantir que nenhuma criança, adolescente ou jovem abandone o sistema.

Ariceni Djibrilo Baldé falava na cerimónia do fecho do ano letivo 2019/2020 e abertura do ano escolar 2020/2021, sob o lema: “estabilizar o sistema educativo perante a pandemia da Covid-19”, realizado na Escola Nacional de Administração (ENA), arredores de Bissau. Djibrilo Baldé disse que a preparação e o início do ano letivo é momento de crucial importância no conjunto de atividades que Ministério da Educação Nacional e Ensino Superior leva a cabo em cada novo ano.
O responsável da pasta de educação informou que ao longo de vários anos os guineenses têm assistido a muita violência no SETOR educativo, a começar pelas sucessivas greves dos professores provocadas por vários fatores tais como: falta de pagamento atempado, a falta de condições mínimas para o exercício do docente “e mais incrível ainda foi a falta de diálogo sincero e permanente”.
Ariceni Djibrilo Baldé assegurou que o novo ano letivo que se inicia no dia 05 de outubro, ficará marcado pela primeira vez na história da educação do país, pelo reforço da autonomia das escolas do ensino básico e secundário, com a afetação de recursos financeiros a cada escola, de acordo com o número de alunos matriculados, o que vai permitir responder às necessidades de implementação do plano curricular e do próprio plano de contingência do Ministério da Educação Nacional.
Para a representante do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), Ainhoa Jaureguibeitia, o direito à educação é um direito fundamental e cabe ao Estado, através do Ministério da Educação Nacional, garantir o direito à educação a todas as crianças guineenses, sem deixar ninguém para trás, criando condições necessárias para a permanência na prestação de serviços e a qualidade da educação.
Por seu lado, Laureano Pereira, em representação dos sindicatos dos professores, criticou que sucessivos governantes não ligaram, nem se interessaram e nem pensavam no setor da educação, porque não acreditavam no desenvolvimento, por isso o sistema do ensino guineense não fez parte das prioridades das prioridades.
Em representação da Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau, Rosália Djedju pediu mais esforço ao Ministério da Educação Nacional e a todos os parceiros ligados ao setor do ensino, consequentemente, encará-lo como uma prioridade.
Por: Aguinaldo Ampa
Foto: Marcelo Na Ritche
Espero que não seja só a palavra. Mas deve por em prática porque o nosso país está muito atrasado no sector da educação.