
A Guiné-Bissau ganhou um ponto e subiu três lugares, da posição 168 para 165, na avaliação levada a cabo pela Transparência Internacional (TI), concernente à percepção sobre a corrupção no setor público, segundo o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) divulgado esta quinta-feira, 28 de janeiro de 2021, noticiou a agência lusa. Ainda de acordo com as informações apuradas, o Índice de Percepção da Corrupção, da Transparência Internacional, criado em 1995, é um dos principais indicadores à escala mundial sobre a percepção da corrupção no sector público de 180 países.
O índice, indicou, reflete a percepção de especialistas e empresários, e não da população em geral. Segundo os dados divulgados hoje pela IPC, a percepção sobre a corrupção no sector público melhorou em cinco países lusófonos e piorou em três, incluindo Portugal.
As maiores subidas foram registadas pelo Brasil, que com 38 pontos subiu 12 lugares, passando da posição 106 para 94, e Timor-Leste, que conseguiu 40 pontos e uma subida do 93.º para o 86.º lugar, indica a edição de 2020 do índice que avalia a percepção da corrupção no setor público de 180 países, pontuando-os de zero (percepcionado como muito corrupto) a 100 (percepcionado como muito transparente).
Angola passou de 26 para 27 pontos, o que lhe valeu uma subida de quatro lugares na lista, ocupando agora a posição 142 (146 em 2019), registando progressos pelo terceiro ano consecutivo. São Tomé e Príncipe subiu da posição 64 para posição 63 e conquistou 47 pontos, enquanto Cabo Verde manteve na posição 41.ª com 58 pontos, depois de em 2019 ter subido desde o lugar 45.
Cabo Verde consolidou a sua posição como o terceiro país mais bem classificado da África subsaariana, a seguir às Seicheles (66 pontos) e ao Botsuana (60 pontos), que ocupam respectivamente as posições 27 e 35 do índice. Cabo Verde e São Tomé e Príncipe continuam a registar pontuações acima da média dos países da África subsaariana (32 pontos), a região com pior prestação no IPC, e da média global dos 180 países (43 pontos).
Moçambique perdeu um ponto, passando de 26 para 25, e caiu três posições, de 146 para a posição 149, depois de no ano passado ter subido 12 posições. Portugal perdeu um ponto, passando de 62 para 61, e caiu da posição 30 para a 33. A Guiné Equatorial manteve os 16 pontos do índice anterior, mas perdeu um lugar e passou para 174.º em 180 países da lista.
Refere-se que globalmente, a Dinamarca e a Nova Zelândia partilham o topo da tabela, com 88 pontos, seguidas da Finlândia, da Singapura, da Suécia e da Suíça, com 85. A Síria (178), a Somália (179) e o Sudão do Sul (180) ocupam os últimos lugares da tabela, com 14 e 12 pontos respectivamente.
O relatório deste ano destaca o impacto da corrupção nas respostas governamentais à covid-19, comparando o desempenho dos países no índice com o seu investimento em cuidados de saúde e analisando em que medida as normas e instituições democráticas foram enfraquecidas durante a pandemia.
Os países com bom desempenho no índice foram os que investem mais em cuidados de saúde, revelaram-se mais capazes de proporcionar uma cobertura de saúde universal e menos susceptíveis de violar as normas e instituições democráticas ou o Estado de direito. Dois terços dos 180 países analisados registaram pontuações abaixo de 50 pontos, com a média de todos os países a situar-se nos 43 pontos. Vinte e seis países melhoraram as respectivas pontuações relativamente ao índice anterior e 22 pioraram.
Por: Redação
O Democrata/Lusa