Líder do PUN: “SITUAÇÃO POLÍTICA VIGENTE INDICA UMA SUBIDA PERIGOSA DA TENSÃO POLÍTICA”

O líder do Partido da Unida Nacional (PUN), Idriça Djaló, afirmou que a situação política vigente na Guiné-Bissau indica uma subida “perigosa da tenção política no país”.

O político fez essa afirmação esta quinta-feira, 25 de março de 2021, em conferência de imprensa realizada na sede principal do seu partido em Bissau, para se pronunciar sobre a situação política que se vive no país, como também para informar à comunidade nacional e internacional que “alguma coisa não está bem no país”.

Idriça Djaló criticou a Assembleia Nacional Popular por estar parada, sobretudo numa altura em que a Guiné-Bissau e o mundo em geral enfrentam a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) .

“O mais grave é que é muito difícil distinguir elementos e forças onde se pode pegar para inverter tudo aquilo que indica uma caminhada perigosa em que o país mergulhou por estes tempos” advertiu, para de seguida, lembrar que todas essas situações “recordam momentos muito difíceis do ano 2006”, altura  em o seu partido (PUN) decidira suspender a sua participação na vida política, porque “o rumo que o país tinha tomado só podia acabar em violência”.

“Todos nós assistimos os contornos que os debates políticos estão a tomar nas redes sócias e já entramos com dois pés em confronto, entre as duas partes”, notou.  

Sobre a violência registada recentemente no país, Idrissa Djaló apelou aos líderes políticos e religiosos que compõem a nação guineense a intervirem o mais rápido possível para que as suas vozes possam ser ouvidas, de forma a serem encontradas soluções que permitam uma resolução pacífica de problemas, sobretudo “para acabar com a onda de violência na Guiné-Bissau”.

Djaló aproveitou a ocasião para exortar as lideranças políticas partidárias, sobretudo as que têm maior responsabilidade no sentido de assumirem as suas responsabilidades para que os direitos fundamentais dos cidadãos possam ser respeitados, bem como para que a liberdade de expressão e da imprensa sejam uma realidade.

Pediu ainda aos políticos para baixarem o “tom” e trabalhar na busca de soluções para os problemas, no quadro legal e de estado de direito democrático.
Ainda sobre a violência, Djaló avançou com a proposta de criação de “Provedoria de Cidadão”.

Segundo Djaló, essa estrutura seria dirigida pelo governo e legitimada pela Assembleia Nacional Popular e integraria um representante do Ministério do Interior, de preferência um antigo Comissário, um jurista que represente a Liga Guineense dos Direitos Humanos e um representante do Ministério da Defesa e seria integrado ainda por um magistrado da Vara Crime do Ministério Público. 



Por: Carolina Djemé
foto:: C.D

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