Cancelamento do jogo: FEDERAÇÃO PEDE DESCULPAS E PONDERA INTENTAR QUEIXA CONTRA A COMPANHIA AÉREA ASKY

O presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Carlos Mendes Teixeira, pediu desculpas à nação guineense pelo cancelamento do jogo particular entre os Djurtus e os tabarões azuis de Cabo Verde, na sequência da avaria do avião da companhia aérea Asky que terá impedido a comitiva cabo-verdiana deslocar-se de Dacar (Senegal) para Bissau.

A partida amigável entre as duas seleções de futebol estava marcada para esta sexta-feira, 11 de junho de 2021, no Estádio 24 de setembro em Bissau.
Em conferência de imprensa hoje, o presidente da FFGB, Carlos Mendes Teixeira, lamentou a decisão dos responsáveis federativos caboverdianos e prometeu intentar queixa-crime contra a Asky.

“A FFGB vai processar a companhia aérea Asky. Já demos a indicação ao gabinete jurídico da federação para avançar com a queixa, porque não é a federação que tinha obrigação de procurar a solução, mas sim a empresa Asky que tinha que preocupar-se porque é o país que estava mobilizado para jogar”.

Teixeira pediu desculpas em seu nome e dos restantes membros da FFGB pelo sucedido.

“Transmiti ao meu homólogo cabo-verdiano Mário  Semedo que não estou contente. Era  preciso um pouco da sensibilidade da Federação de Futebol de Cabo-Verde, porque não estava em causa apenas um jogo amistoso, mas sim a relação de amizade entre dois povos irmãos e acima de tudo eu sou amigo pessoal do presidente Semedo”, explicou Teixeira.

Questionado pelo Jornal O Democrata se o cancelamento do jogo não vai comprometer as relações entre as duas federações, Mendes Teixeira respondeu que o assunto será gerido internamente pelos membros do comité executivo da FFGB e prometeu enviar uma missiva à sua congénere manifestando o desagrado.

Em reação, o presidente da Federação de Cabo Verde, Mário diz lamentar a situação.

“É uma situaçao que nós lamentamos bastante, tendo em conta que se trata de um país irmão e tanto desejávamos realizar esse jogo. É uma decisão muito difícil para nós e, certamente também para a Guiné-Bissau. É uma situação alheia, a culpa não é de ninguém. Os jogadores têm seus compromissos pessoais, familiares, outros vão mudar de clube, têm questões por resolver”, justificou Semedo.
No comunicado da Federação cabo-verdiana de

Futebol, que o Democrata teve acesso, os responsáveis caboverdianos aproveita a oportunidade para agradecer e reconhecer todo esforço da FFGB para tentar solucionar o problema, “alheio” as duas federações.

O jogo amistoso enquadra-se no plano da FFGB com vista a preparação para a fase de qualificação da zona africana para o Mundial do Qatar 2022 e para o Campeonato Africano das Nações CAN, que se realiza em janeiro de 2022, nos Camarões.

Por: Alison Cabral
Foto: AC     

Author: O DEMOCRATA

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