
As forças de segurança desmantelaram esta terça-feira, 11 de janeiro de 2022, a marcha do Coletivo dos Técnicos de Saúde Novos Ingressos. A manifestação tinha sido agendada para o palácio do governo, mas foi abortada pelas forças de segurança.
Os marchantes exigem do executivo o pagamento de 12 meses de salários em atraso aos técnicos de diferentes categorias colocados em janeiro de 2021. Os profissionais ameaçaram voltar às ruas para as reivindicações na próxima quinta-feira, 13 de janeiro.
A ameaça foi proferida pelo porta-voz do Coletivo, Dencio Florentino Ié, que acusa o governo de incumprimento e de falta de responsabilidade. Dencio Ié exibiu aos jornalistas um conjunto de documentação que prova que o coletivo entregou cartas ao Ministério do Interior, à Câmara Municipal de Bissau e à direção-geral da Viação Terrestre a pedir a autorização para a realização da marcha pacífica.
O Porta-voz do coletivo considerou “imposição” o impedimento das autoridades policiais, uma vez que tinham todos os documentos legais, tendo acusado o ministro do Estado e do Interior de “ abuso de poder”.
Dencio Florentino Ié disse que o Ministério da Saúde Pública não está interessado em resolver a situação dos novos ingressos.

“Eles levaram tanto tempo só para nos autorizar a criação da conta. Depois disso ficaram com o processo. O Ministério da Saúde não está a agilizar, até porque o Ministério da Educação está mais organizado que nós” referiu.
Por: Djamila da Silva