
A Assembleia de Povo Unido- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) disse que não foi consultado e que a iniciativa de remodelação governamental para a formação do II° governo da X° legislatura não é do primeiro-ministro e responsabiliza o chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, pelas consequências que poderão advir “dessas decisões e violações unilaterais e sistemáticas”.
“O objetivo seria garantir a estabilidade sociopolítica do país”, referiu o partido liderado por Nuno Gomes Nabiam.
Em comunicado divulgado à imprensa esta quinta-feira, 27 de janeiro de 2022, APU-PDGB aconselhou o Presidente da República a reconsiderar a sua decisão de remodelar a configuração orgânica do atual executivo, porque “não houve consensos na tomada de decisões importantes, como na maioria das vezes, em flagrante violação das leis e do sagrado princípio de separação de poderes”.
“A política é um ato nobre que deve ser exercido com base nos valores de compromisso, palavra dada é palavra honrada”, lê-se na nota a que O Democrata teve acesso.
A APU-PDGB, enquanto partido integrante da aliança parlamentar e governativa, juntamente com os partidos MADEM-G15, PRS e o PND, frisou que não vai abdicar das suas conquistas políticas e democráticas, no âmbito do atual executivo, alertando que na política “traição paga-se caro”, lembrando que “tem sido um dos fatores de principais desavenças e consequentes instabilidades que têm assolado a Guiné-Bissau”.
Perante estes fatos, os apuanos manifestaram a sua solidariedade ao presidente do partido, igualmente primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam encorajando-o a manter-se firme na defesa dos valores do estado de direito democrático.
Por: Filomeno Sambú