
O Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, confirmou esta quinta-feira, 28 de abril de 2022, a presença das forças militares nigerianas, senegalesas, costa-marfinenses e ganenses na Guiné-Bissau, no âmbito da missão de estabilização da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).
“Todos condenam golpes militares para mudar a democracia. Hoje na África Ocidental, infelizmente temos tido essas mudanças, mas a CEDEAO arranjou soluções. É verdade que temos na Guiné-Bissau a presença de tropas da Nigéria, do Senegal, do Gana, da Costa do Marfim”, disse o chefe de Estado guineense, durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa.
Embaló está em visita de Estado de dois dias a África do Sul para reforçar as relações bilaterais, políticas e socioeconómicas entre os dois países.
O Presidente da República fez-se acompanhar da ministra dos Negócios Estrangeiros, Suzi Barbosa, do ministro dos Recursos Naturais e Energia, Orlando Viegas, do ministro da Defesa, Sandji Fati, do ministro do Comércio, Tcherno Djaló, e do ministro da Saúde, Dionísio Cumba.
Embaló disse que as forças armadas guineenses serão também chamadas para participar numa missão de estabilização da CEDEAO em outros países. Realçou que na sub-região, apenas o Senegal e Cabo Verde não tiveram golpes de Estado.
“Temos má reputação, por causa de problemas do passado. Estamos longe da América do Sul, mas não sei como é que os traficantes de droga instalaram-se na Guiné-Bissau, antes do meu mandato. Hoje não temos esse fenômeno, porque combatemo-lo”.
Embaló reconheceu que é importante a troca de experiências com a África do Sul, que considera de um grande país e com mais experiência.
“Acredito na cooperação sul-sul”, reforçou.

O presidente sul-africano enalteceu a iniciativa da CEDEAO pela estratégia “decisiva” contra os golpes de Estado, após o envio para a Guiné-Bissau de uma força de estabilização. Acrescentou neste particular que a África deveria seguir o exemplo da CEDEAO.
Por: Assana Sambú
Audio: Cortesia da Presidência da República