
O presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassamá, reuniu-se esta quinta-feira, 14 de julho, uma delegação do Grupo G7+, uma organização intergovernamental de países afetados por conflitos, para ajudar a alcançar a paz e a estabilidade.
A missão composta por dois elementos foi chefiada pelo timorense Hélder da Costa, que à saída do encontro disse que, apesar da normalidade que se vive, a Guiné-Bissau é ” conhecido no mundo como um país pós-conflito, atravessa dificuldades e consegue superá-las”.
Hélder da Costa, que é também secretário-executivo da organização, enfatizou que as presenças dos dirigentes guineenses nas reuniões das organizações internacionais revelam a “capacidade intelectual e de liderança para que a comunidade internacional mude a narrativa sobre o país”.
“Sem a paz e a estabilidade não pode haver desenvolvimento nem progressos dos países afetados por conflitos ou saídos de conflitos armados. Esse, sim, é o objetivo do G7+ para que haja a paz e a estabilidade”, salientou.
O chefe da delegação disse que a missão está no país para transmitir às autoridades os progressos alcançados pelo Grupo G7+ a nível mundial, sobretudo nas Nações Unidas, bem como também como projetar a imagem da Guiné-Bissau a nível global.
“Estamos cá para expressar as nossas felicitações à Guiné-Bissau pela sua eleição à presidência rotativa da Cimeira dos chefes de Estado da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), embora enfrente enormes desafios, consegue pôr o interesse do país a nível regional, multilateral e mundial. Lembro que a Guiné-Bissau faz parte da CEDEAO, G7+ e da CPLP, isso é um orgulho para nós, timorenses, ver um país irmão a ser respeitado a nível global e espero que o povo guineense continuará a manter calma para que haja a paz e a estabilidade”, sublinhou.
Costa disse ter formulado um convite ao Cipriano Cassamá para participar na conferência global sobre a União Interparlamentar, a decorrer no Ruanda de 11 a 15 de outubro deste ano.
O Grupo G7+ tem uma delegação em Lisboa, Portugal, e agrupa 20 Estados membros, nomeadamente Afeganistão, Burundi, República Centro-Africana, Chade, Comores, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Haiti, Libéria, Papua Nova Guiné, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, Somália, Ilhas Salomão, Sudão do Sul, Timor-Leste, Togo e Iémen.
Por: Aguinaldo Ampa
Foto: A.A