Embaixadora da UE: “JORNALISMO NA GUINÉ-BISSAU TEM SIDO DECISIVO, JUSTO E EQUITATIVO”

A Embaixadora da União Europeia na Guiné-Bissau, Sónia Neto, afirmou que o exercício do jornalismo na Guiné-Bissau tem sido “decisivo” e que, não obstante diversos desafios, os profissionais têm conseguido exercer a “nobre função”, lutado, de forma transparente, pelos seus direitos e promover uma sociedade mais justa e equitativa.

A diplomata da UE fez essa afirmação no lançamento do projeto “promover a liberdade dos meios de comunicação e o acesso à informação de qualidade na Guiné-Bissau”, concebido pela Fundação dos Media para a África Ocidental (MFWA), em parceria com o Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS) e financiado pela União Europeia.

A iniciativa visa assegurar que os jornalistas e outros atores da comunicação social estejam salvos, seguras e capazes de produzir conteúdos jornalísticos eticamente apropriados, oportunos e baseados em fatos que promovam a coexistência pacífica na sociedade guineense, bem como ajudar a contrariar mensagens de radicalização e extremismo violento

 O projeto de três anos vai trabalhar também na capacitação dos principais atores não estatais que se relacionam diretamente com a imprensa nacional, sobre direitos humanos e liberdade de imprensa e de expressão.

No seu discurso, Sónia Neto reconheceu que o trabalho de jornalistas na descoberta de abusos de poder, esclarecimento da corrupção e no questionamento das opiniões recebidas “coloca-os frequentemente em risco específico de intimidação e violência”.

Para Sónia Neto, essas intimidações associadas à recusa das autoridades estatais em investigar, eficazmente, e pôr termo à impunidade e a  tais intimidações “representam um ataque não só à vítima, como também limitam a capacidade do público de receber informações e ideias”.

A diplomata destacou que esforços para proteger os jornalistas não devem ser limitados àqueles formalmente reconhecidos, mas sim alargá-los a “ jornalistas cidadão”, nomeadamente bloquista, ativistas de meios de comunicação social e defensores dos direitos humanos, que usam esses meios para atingir uma audiência de massa.

Na sua comunicação, Indira Correia Baldé, a presidente do SINJOTECS, disse que o projeto vai ajudar o país a lançar bases para a promoção de um jornalismo “ independente, responsável e de qualidade”.

Segundo Indira Correia Baldé, o projeto vai trabalhar diretamente nas redações dos órgãos selecionados e com as forças armadas, tendo apelado aos jornalistas a aproveitarem-se desse projeto e eleger o princípio do contraditório como pilar e um exemplo para o exercício da profissão.

A presidente do SINJOTECS disse que espera do governo uma parceria “saudável”, não um obstáculo à liberdade de imprensa e ao setor.

Por: Filomeno Sambú

Foto: F.S

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