Especial 24 de setembro: UNTG CRITICA AMBIENTE SÓCIO-PROFISSIONAL E A DESORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

O vice-secretário geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné – Central Sindical (UNTG-CS), Yasser Ture, criticou o estado de degradação do ambiente sócio profissional e a desorganização na administração pública guineense, como também a impunidade generalizada que, segundo o sindicalista, contribuíram para o enfraquecimento do Estado de direito e das instituições democráticas nacionais.  

“A UNTG-CS não pode falar de avanços ou algum progresso ao longo dos 49 anos da independência. O que constatamos é uma situação da degradação do ambiente socioprofissional, às repetidas violações da ordem constitucional, do quadro regulamentar e à impunidade generalizada na sequência de tais violações, o que contribuiu para o enfraquecimento do Estado de direito e das instituições democráticas”, referiu o sindicalista que falava ao Jornal O Democrata, para analisar os progressos e os constrangimentos observados ao longo dos 49 anos da independência da Guiné-Bissau. 

A Guiné-Bissau proclamou unilateralmente a independência a 24 de setembro de 1973, pela voz do lendário comandante João Bernardo Vieira, depois de 11 anos de luta sangrenta contra as forças portuguesas.   

O sindicalista disse que apesar dos sucessos registados na luta pela independência, o partido (PAIGC) que assumiu a governação do país no final da luta estava mal preparado para enfrentar os desafios do desenvolvimento. Acrescentou que esses desafios eram pesados e que eram principalmente a construção uma economia viável, a construção de infraestruturas rodoviárias e acima de tudo, a criação de um Estado e instituições nacionais a partir do zero.

Yasser Turé disse que atualmente, os funcionários públicos sofrem de falta de serviços de qualidade e de muito baixo nível de desenvolvimento humano o que, na sua explanação, explica o baixo nível de rendimento monetário, da precariedade do setor de saúde e da degradação do próprio ambiente de vida.

O vice-secretário geral da UNTG, recordou que o crescimento da população guineense é de 2,3 por cento por ano, defendendo que para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável num futuro não muito distante, será preciso um crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem dos 6 por cento. Acrescentou que é possível conseguir este crescimento através do fortalecimento do Estado de direito e das instituições democráticas, bem como da melhoria das condições dos serviços na administração pública e da reforma da função pública.

“É preciso uma melhoria da capacidade de gestão pública, a reforma das finanças públicas, a promoção do desenvolvimento económico sustentável, a melhoria do ambiente empresarial e do desenvolvimento do setor privado, das infraestruturas, da agricultura e do potencial turístico e da prestação de serviços de qualidade nos setores sociais” notou.

Por: Aguinaldo Ampa

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *