
O Coordenador da Comissão de membros não Permanentes da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e Comissões Regionais de Eleições (CRE), Hélio Vieira Mendes, exigiu esta terça-feira, 22 de novembro de 2022, o pagamento da dívida de 163.350.000 francos CFA que o governo contraiu, em 2019.
Hélio Vieira Mendes alertou que se o valor em causa não for liquidado vão continuar barricados no Palácio do Governo e o processo eleitoral em curso poderá ser comprometido.
“O mais caricato é que o governo decidiu não incluir no orçamento das legislativas antecipadas o valor destinado a membros não permanentes, alegando não ter dinheiro. Isso não é bom para a credibilidade do processo eleitoral”, criticou.
Mendes fez essa chamada de atenção durante a vigília realizada em frente ao Palácio do Governo em Bissau para exigir o pagamento da dívida, lembrando que sem a dinâmica dos membros não permanentes da CNE e CRE´s não seria possível ultrapassar os problemas que foram registados nas mesas das assembleias de voto, nomeadamente atendimento das reclamações e validação dos resultados com assinatura das atas.
Segundo o coordenador da comissão, há quatro anos que estão a exigir do governo o pagamento dos 230 membros não permanentes.
Alertou que a dívida pode criar várias situações que não ajudarão na transparência do processo eleitoral, como “aconteceu no anterior processo com o famoso lapso na assinatura das atas”.
Hélio Mendes disse que será difícil pensar no sucesso do recenseamento eleitoral se o governo não regularizar as dívidas que contraiu aos técnicos da CNE que trabalharam nas eleições de 2019, agentes recenseadores, supervisores, proprietários das viaturas e os funcionários do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE).
Por: Aguinaldo Ampa
Foto: A.A