
O sindicato de base da Sociedade de Transportes Marítimos da Guiné-Bissau (SOTRAMAR) pediu esclarecimentos à Comissão interministerial sobre o valor real da venda de três navios nacionais, nomeadamente, IV centenário, Pexice e Bária.
Fidel Augusto criticou o fato de a Comissão interministerial ter sido criada sem integrar nenhum membro do sindicato, alertando que caso a situação não seja esclarecida, o sindicato vai pedir que o Ministério Público e a Polícia Judiciária investiguem o processo de venda.
Afirmou que o valor da venda anunciado nos órgãos de comunicação social de 45 milhões de francos CFA “não corresponde à verdade”.
O sindicalista indicou que os trabalhadores tomaram conhecimento do processo de venda dos navios a 25 de julho, quando receberam os salários dos dois meses, de junho e julho.
“Os navios foram vendidos a 45 milhões de Francos CFA e graças a esse valor, pagaram dois meses aos funcionários da empresa SOTRAMAR e aos elementos da Comissão interministerial”, afirmou.
Segundo Fidel Augusto, o sindicato, depois de ter informações sobre esse processo, enviou uma correspondência ao então ministro das finanças, João Aladje Mamadu Fadia, a informar da intenção de vender esses ativos.
“Afinal havia sido criada outra Comissão, através do ministério das finanças, para o mesmo fim”, disse, exigindo que o dinheiro da venda seja canalizado para o Tesouro Público.
Por sua vez, o diretor do departamento dos recursos humanos, Carem Cassamá, disse que os funcionários do ministério dos transportes e comunicações não estão a exercer as suas funções, porque “desde a posse do atual ministro, não se conseguiu imprimir mudanças nos diferentes setores que compõem o ministério”.
“O Presidente da República, Umaro Siossoco Embaló, deve usar a sua magistratura de influência para demitir o ministro dos transportes e comunicações, e salvar a SOTRAMAR que é a única empresa do ramo com capital público”, frisou.
Por: Noemi Nhanguan
Foto: N.N