
O coordenador nacional interino da Rede dos Defensores dos Direitos Humanos, Vitorino Indeque, criticou a “impunidade galopante”, na Guiné-Bissau e a falta de justiça para punir as pessoas que violam os direitos humanos no país.
Vitorino Indeque, que falava esta sexta-feira 5 de abril de 2024, à margem da formação de ativistas dos direitos humanos sobre os mecanismos de proteção dos direitos humanos das Nações Unidas (NU), da União Africana (UA) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), revelou que mais de 90% de caso de violação dos direitos humanos nunca foram investigados e os infratores levados à justiça.
O ativista frisou que o Estado tem a responsabilidade de defender e proteger os direitos humanos, porque “violar estes direitos é criar instabilidade que leva o país ao subdesenvolvimento”.
“A instabilidade leva à desconfiança, às intimidações, às acusações, bem como ataca e afunda o exercício da liberdade de expressão”, afirmou e disse aos jornalistas que a formação de três dias, de 5 a 7, visa aumentar e capacitar os defensores dos direitos humanos e dotá-los de ferramentas que podem ser úteis no seu trabalho.
Revelou que nos últimos quatro anos, a violação dos direitos humanos tem-se aumentado “de forma galopante”, no país, por não existir uma lei que possa proteger as vítimas dos violadores.
Por: Noemi Nhanguan
Foto: N N