BRAIMA CAMARÁ CONDENA USO DE VIOLÊNCIA PARA RESOLVER DIFERENÇAS 

O Coordenador Nacional de uma das frações do Movimento para a Alternância Democrática, Braima Camará, disse condenar a violência como mecanismo para resolver diferenças.

“Não estou disposto  para navegar na violência”, disse, tendo  defendido uma nova era para a Guiné-Bissau, sem intriga e ações “para a eliminação física dos adversários políticos” e repudiou o uso de violência.

Braima Camará anunciou, neste  particular,  que não está  interessado em fazer parte de nenhum  projeto ou iniciativa que tenha como modus operandi promover  violência  e provocar situações que possam colocar em causa a paz social.

O político, que falava esta quarta-feira, 13 de março de 2025, mum encontro com a juventude do MADEM-G15 em Bissau,  vindas de diferentes zonas do país, defendeu mudança na Guiné-Bissau.

“Um país não se constrói com a cultura de caçar adversários políticos, não. Não podemos ter esse comportamento,  essa  cultura de caçarmo-nos uns aos outros para matar. Não vou acompanhar ninguém na violência e que ninguém conte comigo na violência”, avisou.

Para Braima Camará, o diálogo é o único caminho para a saída das crises cíclicas de instabilidade  que a  Guiné-Bissau vem vivendo de há  um tempo a esta parte, razão pela qual defendeu que é preciso conversar também a nível do Movimento para a  Alternância Democrática, para encontrar soluções.

“A Guiné-Bissau precisa de diálogo sério. Quando defendemos pela primeira vez que era  necessário dialogar, fui mal interpretado. Hoje muita gente ganhou consciência e quer que esse caminho seja trilhado e estão  a pedir o diálogo”, assinalou, para de seguirá fazer referência a várias figuras que foram assassinadas na Guiné -Bissau, em diferentes momentos.

“Porque de toda essa maldade?”, questionou e desafiou os adversários a terem com o povo para serem julgados, numa clara referência às eleições anunciadas pelo Presidente Sissoco Embaló.

“Tu que és político, se acreditas na tua atitude vamos ter com o povo” , desafiou, para de seguida afirmar que qualquer processo de diálogo requer “cedências”, mas avisou que a sua liderança “ é inegociável”.

Por: Redação 

O Democrata/CFM

Author: O DEMOCRATA

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